Ao invés de me sentir útil e satisfeito por oferecer toda a minha ajuda, eu acabo me achando uma inutilidade. É incrível a capacidade de usar uma pessoa, eu me sinto quase como um robô ou um daqueles produtos que servem exclusivamente para tal ação. Me cobram para fazer isto e aquilo, toda hora, um trabalho quase que mecânico e premeditado.
Eu perco as minhas outras funções como indivíduo e me torno o tal robô citado antes, programado para exercer tais funções quando precisam de mim. Eu não presto para uma conversa ou para compartilhar um sorriso, por exemplo, mas apenas para obedecer o que foi mandado. Se ao existir, somos dotados de várias capacidades, não há porque deixar que excluam algumas e fiquem outras para um benifício que não será nosso.
Eu faço o máximo para não depender de ninguém e espero nunca transformar alguém em meu próprio "fazedor de favores", sempre acho que é melhor você se virar com as próprias pernas, coisas melhores virão do seu próprio esforço. E da mesma forma que estão supondo que as máquinas irão dominar os homens um dia, eu acredito serei capaz de me rebelar e me livrar daqueles que pensam que me comandam, pelo meu próprio bem.
52. glitter - ayumi hamasaki¹
"Eu nasci sozinho e vou continuar vivendo sozinho, eu sempre pensei que ter uma vida desse jeito era normal" - ayumi hamasaki²
¹ "Eu acho que sei o motivo do seu sorriso e o significado das suas palavras"
² Para que pensar em família?


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