Cartas de amor

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Quem nunca pensou em escrever? Quem nunca recebeu alguma? Acho tão legal quando você tem o que dizer de bom para uma pessoa, atráves de palavras escritas pela própria caligrafia. Nessas minhas viagens na mente alheia, notei ainda mais os vários tipos de amor.
Pode ser bom, mas eu acho que esse sentimento nunca vem sozinho, traz sempre algum outro como companhia. É o exemplo da diferença de amor de casais, para amor de amigos, amor de família e por aí vai, mas no fim, acaba sendo tudo com a mesma essência, já que, dependendo, o amor também se mantém em constante mutação. Aí o fato de existir um tipo de expressão de amor para cada momento. Amor misturado com saudade, com felicidade (por tê-lo encontrado), com ódio, com desejo de dar apoio a alguém ou até acompanhado da despedida.
Esse último me intriga mais porque imagino que seja difícil você amar e ter que abandonar, seja lá qual for o motivo. Eu sinto que estou largando um dos maiores amores de todos, que é o amor próprio; É como se eu estivesse esquecendo de tomar conta de mim e me preocupando em dar valor à outras coisas, boas ou não. O que eu escrevo aqui, uma grande parte, acho que já são as minhas cartas de amor para mim mesmo, não com o intuito de dizer adeus, mas sim de tentar prolongar ainda mais a minha despedida.

56. BAI BAI - ai otsuka¹

"Ame, porque é algo que até eu mesmo consigo fazer" - ai otsuka²

¹ (Lit. Tchau Tchau) "Eu quero entender as coisas que não podem escapar de mim"
² Mesmo eu não acreditando tanto...


P.S.: O verso

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